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IBS e CBS na base de cálculo do ICMS: liminar e primeira sentença

16.09.2026
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16 min de leitura

Atualizado em outubro de 2026.

A inclusão de IBS e CBS na base de cálculo do ICMS deixou de ser apenas uma orientação da Fazenda paulista para se tornar objeto de decisões judiciais. Em setembro de 2026, a 16ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo concedeu liminar afastando essa inclusão; em 9 de outubro de 2026, a 2ª Vara da Fazenda Pública de Santos proferiu uma das primeiras sentenças de mérito sobre o tema, também favorável ao contribuinte. Este artigo examina o que a Fazenda de São Paulo sustenta, o que as duas decisões reconheceram, os fundamentos da tese, os argumentos em sentido contrário e o que as empresas devem avaliar antes de 1.º de janeiro de 2027, quando a CBS passa a ser cobrada integralmente.

Em resumo: a Secretaria da Fazenda de São Paulo entende que o IBS e a CBS, quando efetivamente exigíveis, integram a base de cálculo do ICMS, e afastou a inclusão apenas em 2026, ano de alíquotas-teste (Resposta à Consulta n.º 32.303/2025). Em mandado de segurança preventivo, a 2ª Vara da Fazenda Pública de Santos declarou, em sentença de 9 de outubro de 2026, a inexigibilidade dessa inclusão a partir de 1.º de janeiro de 2027, por falta de autorização em lei complementar e porque os novos tributos, calculados por fora, não são receita do vendedor. A sentença vale apenas para a impetrante e está sujeita a reexame necessário pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A questão permanece em aberto nos tribunais.

Por que se discute o IBS e a CBS na base de cálculo do ICMS?

A discussão existe porque o ICMS continuará a ser cobrado até 2032, ao lado do IBS e da CBS, e a lei complementar não disse se os novos tributos compõem a base do imposto estadual. A reforma tributária do consumo, aprovada pela Emenda Constitucional n.º 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar n.º 214/2025, prevê a cobrança integral da CBS a partir de 2027 e a substituição gradual do ICMS pelo IBS entre 2029 e 2033, conforme o cronograma da transição.

A controvérsia nasceu de uma orientação normativa, e não de uma autuação. Na Resposta à Consulta Tributária n.º 32.303/2025, de 25 de novembro de 2025, a Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo afirmou que a base do ICMS compreende todos os tributos que compõem o preço cobrado do adquirente e que o IBS e a CBS, quando efetivamente exigíveis, devem integrá-la enquanto o ICMS vigorar. Para 2026, a mesma resposta afastou a inclusão, porque as alíquotas-teste de 0,1% de IBS e 0,9% de CBS não representam ônus econômico efetivo. O entendimento foi reiterado em outras respostas, entre elas a de n.º 32.931/2025, citada na sentença de Santos.

A resposta a consulta vincula a administração fazendária e indica o critério que a fiscalização aplicará. É essa orientação formal que caracteriza a ameaça concreta exigida para o mandado de segurança preventivo, como reconheceram as duas decisões examinadas a seguir.

A sentença de Santos: o que foi decidido

A 2ª Vara da Fazenda Pública de Santos concedeu em parte a segurança para declarar inexigível, a partir de 1.º de janeiro de 2027, a inclusão do IBS e da CBS na base de cálculo do ICMS devido pela impetrante. A sentença foi proferida em 9 de outubro de 2026 pelo juiz Bruno Nascimento Troccoli, no Mandado de Segurança n.º 1005586-56.2026.8.26.0562, impetrado em 9 de julho de 2026 por empresa que fabrica e comercializa materiais elétricos e industriais. A liminar havia sido indeferida; o mérito, porém, foi resolvido a favor da impetrante.

Pedido Resultado
Declarar inexigível a inclusão do IBS e da CBS na base do ICMS a partir de 1.º/1/2027 Concedido, com afastamento dos efeitos da consulta e da resposta da Sefaz quanto à impetrante
Impedir autuação, penalidade ou recusa de certidão de regularidade fiscal por esse motivo Concedido
Compensar valores recolhidos indevidamente no curso da ação Concedido, após o trânsito em julgado (art. 170-A do CTN), com correção e juros apenas pela Selic
Restituição em dinheiro nos próprios autos Negado (Súmulas 269 e 271 do STF)

Não houve condenação em honorários, por se tratar de mandado de segurança (art. 25 da Lei n.º 12.016/2009), e a sentença está sujeita ao duplo grau obrigatório (art. 14, § 1.º, da mesma lei). Seus efeitos alcançam apenas a impetrante.

Os fundamentos da sentença

O juízo partiu da materialidade do ICMS: o imposto incide sobre a circulação de mercadorias (art. 155, II, da Constituição), e a base “valor da operação” sempre pressupôs a contraprestação econômica que ingressa no patrimônio do vendedor. O IBS e a CBS, por sua vez, foram desenhados para ser calculados por fora (arts. 156-A e 195, V, da Constituição), e o art. 12 da LC n.º 214/2025 exclui da sua base os próprios tributos. Daí a conclusão de que esses valores não compõem o preço nem constituem receita do vendedor: são recursos públicos que transitam pela contabilidade da empresa até os entes competentes. Incluí-los na base do ICMS reproduziria a tributação de imposto sobre imposto, na mesma linha do que o Supremo Tribunal Federal decidiu, em repercussão geral, ao excluir o ICMS da base do PIS e da Cofins.

O segundo eixo é a legalidade estrita (art. 150, I, da Constituição e art. 97, IV, do Código Tributário Nacional). Segundo a sentença, a LC n.º 214/2025 excluiu expressamente o ICMS da base do IBS e da CBS no período de 2026 a 2032 (art. 12, § 2.º, V) e nada autorizou no sentido inverso; do silêncio da lei não se extrai autorização implícita para ampliar a base do imposto estadual. O juízo também rejeitou o argumento da neutralidade arrecadatória: os arts. 131 e 132 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias já disciplinam a retenção e a partilha das receitas na transição, e eventual perda de arrecadação dos estados deve ser resolvida pelos mecanismos federativos previstos na Constituição, e não pelo aumento da carga do contribuinte por meio de respostas a consultas.

Decadência e o Tema 1.273 do STJ

A sentença afastou a alegação de que o prazo de 120 dias do mandado de segurança (art. 23 da Lei n.º 12.016/2009) teria se esgotado, contado da publicação das respostas da Sefaz. Por se tratar de impetração preventiva contra ameaça atual e permanente de cobrança futura, o juízo aplicou o entendimento do STJ no Tema 1.273 dos recursos repetitivos (REsp 2.103.305, Primeira Seção, relator o ministro Paulo Sérgio Domingues), segundo o qual o prazo decadencial não se aplica ao mandado de segurança contra lei ou ato normativo que repercute em obrigações tributárias de trato sucessivo. A objeção do art. 166 do CTN, sobre a prova de que o encargo não foi repassado, também foi rejeitada nessa fase, por se tratar de pedido declaratório; a verificação fica para o procedimento administrativo de compensação.

A liminar da 16ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo

Antes da sentença de Santos, a primeira decisão favorável ao contribuinte foi a liminar concedida em setembro de 2026 pelo juiz Márcio Ferraz Nunes, da 16ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de São Paulo, no Mandado de Segurança n.º 1138866-98.2026.8.26.0053. A decisão suspendeu a exigibilidade da parcela do ICMS decorrente da inclusão do IBS e da CBS (art. 151, IV, do CTN) a partir de sua efetiva exigibilidade e determinou que as autoridades se abstivessem de autuar, negar certidão ou inscrever o débito em dívida ativa por esse motivo.

O fundamento central da liminar foi a reserva de lei complementar para a definição da base de cálculo (art. 146, III, “a”, da Constituição) e a vedação de alterar, por interpretação, o alcance de conceitos utilizados para definir competências (arts. 97, IV, e 110 do CTN). O juízo registrou ainda um argumento sistemático: a Lei Complementar n.º 227/2026 acrescentou o inciso III ao § 1.º do art. 13 da Lei Complementar n.º 87/1996 para incluir expressamente o Imposto Seletivo na base do ICMS, sem dispor de igual modo sobre o IBS e a CBS. Para o magistrado, a omissão quanto aos demais tributos é um silêncio eloquente, que a administração não pode suprir.

Aspecto Liminar — 16ª Vara de São Paulo Sentença — 2ª Vara de Santos
Processo MS 1138866-98.2026.8.26.0053 MS 1005586-56.2026.8.26.0562
Natureza Decisão liminar, provisória Sentença de mérito, sujeita a reexame necessário
Data Setembro de 2026 9 de outubro de 2026
Fundamento destacado Reserva de lei complementar; silêncio da LC 227/2026, que incluiu só o Imposto Seletivo Cálculo por fora; vedação de imposto sobre imposto; legalidade estrita
Efeitos Suspensão da exigibilidade e vedação de atos de cobrança Inexigibilidade declarada a partir de 2027 e direito à compensação após o trânsito
Alcance Apenas a impetrante Apenas a impetrante

Os fundamentos da tese do contribuinte

A tese se apoia, antes de tudo, na reserva de lei complementar. O art. 146, III, “a”, da Constituição reserva a essa espécie normativa a definição das bases de cálculo dos impostos, e o art. 97, IV, e § 1.º, do Código Tributário Nacional equipara à majoração do tributo a modificação da base que o torne mais oneroso. Nem a EC n.º 132/2023, nem a LC n.º 214/2025, nem a LC n.º 87/1996 determinam a inclusão do IBS ou da CBS na base do ICMS, e a LC n.º 227/2026, ao tratar expressamente do Imposto Seletivo, deixou de fazê-lo em relação aos demais.

O segundo fundamento é a natureza dos novos tributos. Calculados por fora e recolhidos, em larga medida, por meio do split payment, o IBS e a CBS funcionam como ingresso transitório, e não como receita do vendedor. O raciocínio é o mesmo que levou o STF, no Tema 69 da repercussão geral (RE 574.706, julgado em 15 de março de 2017), a excluir o ICMS da base do PIS e da Cofins, e que sustentou as chamadas teses filhotes, como a do ICMS-Difal fora da base do PIS e da Cofins. Por essa aproximação, parte do mercado já se refere à controvérsia como a nova tese do século.

A analogia tem limites que convém reconhecer. O Tema 69 tratou do conceito constitucional de receita, base das contribuições; aqui, a discussão recai sobre a delimitação legal do valor da operação, base do ICMS. A comparação ajuda a antecipar o formato do contencioso, mas não garante o seu resultado.

O que a Constituição diz — e o que não diz

A Constituição veda expressamente a inclusão do IBS e da CBS na base de outros tributos do novo sistema, mas não menciona o ICMS. O art. 156-A, § 1.º, IX, estabelece que o IBS não integra a própria base nem a de outros tributos ali indicados, entre eles o Imposto Seletivo e a CBS, e o art. 195, § 17, contém regra equivalente para a CBS. São dispositivos que consagram a tributação por fora dentro do novo modelo.

O ICMS, imposto remanescente do sistema anterior, não integra esse rol. De um lado, sustenta-se que a razão de ser da vedação — impedir a superposição de tributos sobre o consumo — alcança também o imposto estadual durante a coexistência; de outro, que a enumeração constitucional é taxativa. Por isso, invocar o art. 156-A como se proibisse diretamente a inclusão do IBS na base do ICMS enfraquece a tese, que é mais sólida quando ancorada na reserva de lei complementar e na natureza dos novos tributos, como fizeram as duas decisões.

Os argumentos da Fazenda

A posição da Fazenda paulista tem fundamentos que precisam ser enfrentados por quem pretenda litigar. O primeiro é literal: o art. 13 da LC n.º 87/1996 adota como base o valor da operação, que, na leitura do Estado, compreende todos os tributos repassados no preço, sem que haja regra de exclusão para o IBS e a CBS. O segundo é federativo: o PIS e a Cofins integram hoje a base do ICMS e serão substituídos pela CBS, de modo que excluir o novo tributo reduziria a base do imposto estadual e afetaria a arrecadação durante a transição. O terceiro é sistemático: o valor do IPI, outro tributo cobrado por fora, compõe a base do ICMS fora da hipótese de exclusão prevista no art. 155, § 2.º, XI, da Constituição.

A sentença de Santos rejeitou o argumento arrecadatório por entender que a própria Constituição prevê os mecanismos de compensação federativa da transição. O argumento literal e o paralelo com o IPI, porém, tendem a ser os pontos centrais do debate no Tribunal de Justiça e, depois, nos tribunais superiores. Não há, até o momento, posição de tribunal sobre o tema.

Mandado de segurança preventivo: por que agir antes de 2027

O mandado de segurança preventivo permite discutir a cobrança antes que ela ocorra, desde que exista ameaça concreta ao direito do contribuinte. No caso, a ameaça é a orientação formal da Sefaz, que vincula a fiscalização. As duas decisões admitiram a impetração antes de qualquer recolhimento, e a de Santos afastou expressamente a decadência com base no Tema 1.273 do STJ. O panorama do instrumento está no artigo sobre mandado de segurança.

A antecipação tem uma razão prática adicional: o risco de modulação de efeitos. No Tema 1.093 da repercussão geral, sobre o diferencial de alíquotas do ICMS nas operações com consumidor final não contribuinte, o STF modulou a decisão e ressalvou apenas as ações judiciais em curso. Se a controvérsia chegar ao Supremo e houver modulação semelhante, quem tiver aguardado a definição da tese pode ficar fora do seu alcance.

Ajuizada a ação, o depósito judicial dos valores controvertidos é uma alternativa à liminar para suspender a exigibilidade e afastar multa e juros em caso de insucesso, ao custo de imobilizar caixa. Em caso de êxito, o indébito é recuperado por compensação após o trânsito em julgado, nos termos examinados no artigo sobre repetição de indébito tributário.

IBS e CBS na base de cálculo do ICMS: o que avaliar antes de 2027

O primeiro trabalho é dimensionar o impacto. A inclusão do IBS e da CBS na base do ICMS aumenta a carga de forma desigual, conforme a linha de produto, o estado e o regime de apuração, e é essa quantificação que permite decidir se vale a pena litigar. O segundo é definir a via: onde já existe resposta a consulta, a ameaça está caracterizada; onde o fisco estadual ainda não se manifestou, a petição inicial exige outro desenho.

O terceiro ponto é financeiro: decidir entre liminar e depósito, com o caixa à vista. O quarto é operacional: independentemente da via escolhida, a empresa precisa estar apta a apurar o ICMS nos dois cenários — com e sem a inclusão — a partir de janeiro de 2027, o que se soma às demais adaptações da reforma, como as regras para a pessoa física que se torna contribuinte do IBS e da CBS e a estrutura da LC n.º 214/2025.

A adaptação dos sistemas e da apuração à reforma, do ponto de vista contábil, está no guia da Trivium Contábil, parceira da Barbieri Advogados, sobre o que muda com a reforma tributária em 2026.

Perguntas frequentes sobre IBS e CBS na base do ICMS

O IBS e a CBS entram na base de cálculo do ICMS?

Para a Fazenda de São Paulo, sim, quando efetivamente exigíveis, ou seja, a partir de 2027 (Resposta à Consulta n.º 32.303/2025). Não há lei complementar que determine expressamente essa inclusão, e o Judiciário paulista já a afastou em liminar e em sentença, com efeitos restritos às empresas que ajuizaram as ações. A questão está em aberto.

Em 2026 o IBS e a CBS integram a base do ICMS?

Não. A própria Sefaz/SP afastou a inclusão em 2026, porque as alíquotas-teste de 0,1% de IBS e 0,9% de CBS não representam ônus econômico efetivo.

A sentença de Santos vale para todas as empresas?

Não. A sentença no Mandado de Segurança n.º 1005586-56.2026.8.26.0562 produz efeitos apenas para a impetrante e ainda será revista pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, por força do reexame necessário. Outras empresas precisam ajuizar suas próprias ações.

É possível entrar com mandado de segurança antes de 2027?

Sim. Existindo orientação formal do Fisco, como a resposta a consulta da Sefaz/SP, há ameaça concreta que autoriza o mandado de segurança preventivo. A sentença de Santos aplicou o Tema 1.273 do STJ para afastar o prazo de 120 dias em impetração contra norma que repercute em obrigações de trato sucessivo.

Por que o Imposto Seletivo entra na base do ICMS e o IBS e a CBS não?

Porque a LC n.º 227/2026 incluiu expressamente o Imposto Seletivo na base do ICMS, no art. 13, § 1.º, III, da LC n.º 87/1996, sem fazer o mesmo quanto ao IBS e à CBS. É desse contraste que se extrai o argumento do silêncio eloquente do legislador.

Qual a relação com a tese do século?

A tese do século é o Tema 69 do STF, que excluiu o ICMS da base do PIS e da Cofins por não constituir receita do contribuinte. A discussão sobre o IBS e a CBS na base do ICMS usa raciocínio semelhante, mas envolve outro tributo e outra base de cálculo, e a analogia não assegura o mesmo resultado.

Conclusão

A inclusão do IBS e da CBS na base de cálculo do ICMS reúne os elementos que costumam produzir contencioso de massa: orientação fiscal vinculante, ausência de previsão legal expressa, impacto econômico relevante e um precedente análogo de grande repercussão. A liminar da 16ª Vara de São Paulo e a sentença da 2ª Vara de Santos são os primeiros sinais jurisdicionais favoráveis ao contribuinte, mas ambas são de primeira instância, alcançam apenas as impetrantes e ainda passarão pelo crivo do Tribunal de Justiça. O intervalo até janeiro de 2027 é curto para quantificar a exposição, definir a estratégia processual e preparar a apuração em dois cenários.

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Maurício Lindenmeyer Barbieri é sócio-gerente da Barbieri Advogados. Mestre em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Inscrito na Ordem dos Advogados da Alemanha (RAK Stuttgart n.º 50.159), de Portugal (Lisboa n.º 64.443L) e do Brasil (OAB/RS n.º 36.798 · OAB/DF · OAB/SC · OAB/PR · OAB/SP). Contador — CRC-RS n.º 106.371/O. Membro da Associação de Juristas Brasil-Alemanha (DBJV). Professor universitário.

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e reflete a legislação e a jurisprudência vigentes em outubro de 2026. Trata-se de matéria em evolução, decidida até aqui em primeira instância. Não constitui aconselhamento jurídico nem substitui a análise individualizada de cada caso.

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